Ação PF em Colinas gera questionamentos e aliados de Brandão falam em possível perseguição
A PF informou que as diligências continuam e que os envolvidos poderão responder, em tese, pelos crimes investigados e por outras infrações eventualmente identificadas durante o inquérito. A definição das responsabilidades individuais dependerá do avanço
A Operação Habeas Votum, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (28), exatamente a poucos dias da eleição provocou reações em Colinas, no Maranhão. Moradores e aliados do governador Carlos Brandão e do candidato Orleans Brandão passaram a questionar a ação e levantaram a possibilidade de que os investigados estejam sendo alvo de uma perseguição política.
A ação investiga denúncias envolvendo possíveis crimes eleitorais, estupro, ameaça, associação criminosa armada e abuso de autoridade. A Polícia Federal cumpriu dois mandados de prisão temporária, além de ordens de busca e apreensão.
Entre os presos estão o vereador de Colinas e investigador da Polícia Civil Gaudêncio Neto (PSB) e o delegado Wlisses Alves. Por determinação da Justiça Eleitoral, os dois também foram afastados das funções públicas e tiveram o porte de arma de fogo suspenso.
De acordo com a PF, a investigação teve início a partir de suspeitas de crimes cometidos contra uma mulher durante o período eleitoral. A corporação afirma que a vítima e os investigados apoiavam candidaturas diferentes e que ela teria sido submetida a violência sexual e ameaças para interromper manifestações políticas feitas nas redes sociais.
Ao todo, além das prisões, foram cumpridos três mandados de busca em residências e dois de busca pessoal. As medidas foram autorizadas pela Justiça Eleitoral com o objetivo de preservar provas, impedir a continuidade das condutas investigadas e proteger a vítima e outras pessoas relacionadas ao caso.
A possibilidade de perseguição política é, até o momento, uma interpretação manifestada por populares e aliados do grupo governista diante da proximidade da eleição. Não há, na investigação divulgada pela Polícia Federal, conclusão de que a operação tenha sido motivada por razões políticas.
A PF informou que as diligências continuam e que os envolvidos poderão responder, em tese, pelos crimes investigados e por outras infrações eventualmente identificadas durante o inquérito. A definição das responsabilidades individuais dependerá do avanço da investigação.













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