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Maranhão tem 50% dos eleitores sem candidato a governador, aponta Quaest

Com poucos dias até a votação, esse grupo será um dos principais pontos de atenção na disputa estadual.

Maranhão tem 50% dos eleitores sem candidato a governador, aponta Quaest

A menos de uma semana do primeiro turno das eleições, a disputa pelos governos estaduais ainda tem um número elevado de eleitores sem candidato definido. Levantamento da Quaest, realizado entre os dias 21 e 26 de setembro, aponta que mais da metade dos entrevistados não cita espontaneamente nenhum nome para governador em 13 dos 26 estados pesquisados. O Piauí não foi incluído na rodada.

No Maranhão, exatamente metade dos eleitores ouvidos ainda não declarou espontaneamente um nome para o Governo do Estado. O percentual, de 50%, representa uma redução significativa em relação à pesquisa anterior, realizada em agosto, quando 64% dos entrevistados não apontavam candidato. A queda de 14 pontos percentuais indica que uma parcela importante do eleitorado passou a definir sua escolha durante o período de campanha, mas ainda existe um contingente expressivo que chega à última semana sem manifestar preferência.

A pesquisa espontânea é realizada sem que os nomes dos candidatos sejam apresentados ao entrevistado. Por isso, o resultado mede o grau de definição do eleitorado antes da apresentação da lista de concorrentes e permite observar quantas pessoas já têm um nome consolidado para o governo.

Maranhão entra na reta final com disputa ainda aberta para parte do eleitorado

Os números colocam o Maranhão em uma faixa intermediária entre os estados pesquisados. O índice de 50% de indecisos é inferior ao registrado em estados como Mato Grosso, onde chega a 65%, Minas Gerais, com 62%, e Rio Grande do Sul e Espírito Santo, ambos com 61%. No outro extremo, Roraima aparece com 22% e o Amapá com 18%.

A redução registrada no Maranhão acompanha uma tendência observada em praticamente todos os estados analisados pela Quaest. Em agosto, os índices de eleitores que não citavam espontaneamente candidatos eram mais altos. A proximidade da votação, a intensificação das campanhas e o aumento da exposição dos candidatos contribuíram para reduzir esse grupo.

Ainda assim, os dados mostram que a definição não está completa. Com a votação se aproximando, metade dos entrevistados no Maranhão não apresentou espontaneamente um nome para governador, o que evidencia a existência de uma parcela relevante do eleitorado que ainda pode consolidar sua decisão nos últimos dias de campanha.

Indecisão supera 60% em cinco estados

Mato Grosso lidera o levantamento com 65% dos entrevistados sem citar espontaneamente um candidato. Minas Gerais aparece em seguida, com 62%, enquanto Rio Grande do Sul e Espírito Santo registram 61% cada. No Rio de Janeiro, o percentual é de 60%.

Também apresentam índices elevados Rondônia, com 59%, Goiás e Paraná, com 57% cada, São Paulo, com 56%, e Mato Grosso do Sul, com 55%. Amazonas e Pará aparecem com 54%, enquanto Tocantins registra 51%.

Em agosto, alguns desses estados apresentavam índices ainda mais elevados. Minas Gerais, por exemplo, tinha 80% de eleitores sem candidato citado espontaneamente. No Paraná, eram 75%; em Goiás, 74%; e no Rio Grande do Sul e Espírito Santo, 74% cada.

Outros estados também registram queda

Além do Maranhão, a pesquisa mostra redução da indecisão em diferentes regiões do país. Santa Catarina passou de 65% para 49%. No Distrito Federal, o índice caiu de 63% para 47%, enquanto no Acre passou de 55% para 47%.

No Ceará, a taxa recuou de 53% para 45%. O Rio Grande do Norte caiu de 57% para 43%, enquanto Paraíba e Alagoas passaram a registrar 42% cada.

Na Bahia, a parcela de eleitores que não cita candidato espontaneamente caiu de 54% para 40%. Pernambuco apresentou pequena redução, de 40% para 38%.

Sergipe teve uma das maiores quedas proporcionais da rodada. O percentual passou de 56% em agosto para 36% em setembro, o menor índice entre os estados pesquisados, com exceção de Roraima e Amapá.

Roraima e Amapá concentram os maiores níveis de definição

Roraima e Amapá são os estados onde a pesquisa encontrou os menores percentuais de indecisos na modalidade espontânea.

Em Roraima, 22% dos entrevistados não citaram nenhum candidato, contra 40% em agosto. No Amapá, o índice caiu de 35% para 18%.

A redução nesses dois estados fez com que os eleitores sem candidato deixassem de representar o maior grupo individual da pesquisa espontânea e passassem a aparecer atrás de nomes específicos.

Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o elevado número de eleitores sem preferência espontânea está relacionado ao menor envolvimento do eleitorado com a eleição deste ano. Segundo ele, a expectativa é de que a proximidade da votação aumente as conversas sobre os candidatos e contribua para novas definições ao longo da última semana.

No Maranhão, os 50% registrados pela Quaest mostram que, apesar da redução expressiva em relação a agosto, a eleição para o Governo do Estado ainda chega à reta final com uma parcela significativa do eleitorado sem declarar espontaneamente sua escolha. Com poucos dias até a votação, esse grupo será um dos principais pontos de atenção na disputa estadual.

 

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